sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Neste Natal vamos pazear?


Os índices de violência no Brasil, segundo os dados divulgados pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostram que pazear é mesmo um ilustre desconhecido entre os verbos da língua portuguesa, pelo menos no Brasil. Mas você sabe o que é pazear? Esta palavra parece-nos estranha porque não está presente, como ação, em nosso dia-a-dia. Não como deveria. Conhecemos o substantivo paz, usamos e abusamos dele nestes tempos de tanta violência, mas desconhecemos o verbo pazear. No entanto ele está lá, no Aurélio, significando: “estabelecimento da paz”,” harmonia”.

Desconhecemos o verbo, ou o usamos com tão pouca frequência, porque quando o assunto é paz boiamos na superfície, nunca vamos à profundidade da ação. Simplesmente falamos de paz, mas não pazeamos, isto é, não a praticamos, não a fazemos, não a construímos. E a paz sucumbe à nossa incoerência, do falar sem agir, da palavra sem ação. Verbo que não é conjugado, é verbo morto, desconhecido.

A paz jamais se sobreporá à violência se não for praticada. Refém dos nossos medos, da impotência que sentimos diante de tão altos índices de violência, da impunidade, da injustiça, a paz vai se deixando engaiolar no substantivo, dependendo da nossa atitude de lança-la a ação nas asas do verbo.

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